quarta-feira, janeiro 31, 2007

feeling better she had weathered this depression

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Domingo esqueci de dizer. Fiz uma prova na PUCC, para um estágio na Prefeitura. 25 questões de múltipla escolha. 3 horas para fazer. Questões sobre a história de Campinas, onde perguntava se a grande revolução que houve em Campinas em 1842 foi a Tomada da Bastilha, ou a Batalha de Canudos. Seja como foi, acertei 23 das 25 questões, sendo que uma foi anulada, como eu havia previsto. Esse estágio pode ser o pior do mundo, paga pior que a monitoria, mas seja como for, é um trabalho fácil e bobo que alimenta meus vícios infantis.
Além disso, notícias mais recentes incluem a minha nova ameaça à minha entrada na Unicamp: o projetão. Mais uma das ridículas e infundadas regras da escola, essa cita o Projeto Interdisciplinar dentre as matérias do ensino médio, sendo então, pré-requisito para o diploma. Eu me pergunto como ficam os desistentes do técnico. Nunca tiram seu diploma do médio? Absurdos como Meio Ambiente, Elementos de Organização Industrial, Gestão de Qualidade e Processos, Desenho Técnico, Organização de Empresas, Contabilidade e Empreendimentos em Informática, entre outras (fiz questão de citar todas as que eu me lembrava), já são aceitas pelos desistentes que são obrigados a fazer matérias completamente não-relacionadas ao médio. Mas se eles impedirem que eu ingresse na faculdade por um projeto de fim de curso que eles inventam ser do médio não dá. Simplesmente não dá. Fato é que eu reprovei, e ponto final. Se quiser me segurar por matemática, eu entendo, mas projetão, não dá. Que os esforços sem fim da minha vó consigam reverter essa situação, ou pelo menos que eu passe, nem que seja só para dizer "legal, passei de primeira". Nem que seja para ano que vem eu tirar as mesmas notas, só melhorar minha redação 20 pontos, até 48, o que não é muito, e elevaria minha nota a um ponto suficiente para passar em Medicina. Mas o sonho de ser médico há de ser estudado. Histórias da vida real.

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"Podemos todos estar vivendo num Show de Truman, onde tudo só existe em nossa função. Pode ser com todos, com qualquer um. Não pode ser com ninguém fora eu, pois nunca ninguém me disse que é tudo só para enganar um fulano. Mas também pode ser que as pessoas nem saibam. Outro dia estava na casa do meu amigo, e sem pensar disse que estava com fome. Senti-me mal; parecia que dizia "alimente-me", mas não falei nada. Só fiquei pensando nisso. Fiquei imaginando, e me imaginei pedindo umas bolachas. Nunca diria isso, mas mal pensei e ele trouxe umas bolachas. Não disse "não precisava" nem nada. Só falei "obrigado" e comi. Nem expliquei a grande coincidência. Era como se ele soubesse. Talvez eu tenha soado grosso; como não disse nada era como se eu tivesse pedido pelas bolachas, e me satisfeito com elas. Mas como eu disse, era como se ele soubesse. E cada vez que isso me acontece eu penso sobre isso, sobre um filme que nunca vi, e aquela vozinha no fundo da minha mente tenta me convencer disso. Mas talvez ninguém saiba. Talvez estejamos todos fazendo isso com Deus."

Mais sobre infiniteza.
Foi o que eu consegui para descrever hoje.
Obrigado e perdão.

Um comentário:

Unknown disse...

parece o diário de bordo de um marujo sem mar, meu churros =P