sexta-feira, janeiro 05, 2007

he used to say to me, not a word

Quinto dia? É, já é. Lembro-me como se fosse ontem do réveillon.

Eu estou tentando parar com os padrões, quebrar a obviedade, e mudar o estilo disso aqui um pouco, esse idéia de diário. Passei o dia me dizendo que hoje eu ia escrever uma dissertação aqui, mas quando lembrei de realmente vir fazer isso, não consegui. Acabei então postando um texto que eu já tinha escrito há um tempo. Mas não consegui fazer isso também. Eu tenho que mudar aos poucos. Resolvi, portanto, voltar e escrever um pouco, que seja meio diário.
Hoje tive uma estranha virada de ânimos. Não sei se é o brilho novo das cordas, o som novo das cordas ou se é algo sem relação alguma com as cordas, mas passei o dia inteiro com elas nos dedos, e animado. Compus coisas que não costumo compor, coisas que eu achei que não conseguia compor. Acho que isso serve pra mostrar que quando a gente se força a fazer alguma coisa criativa, não dá certo. Enquanto fazia a janta, eu quase cheguei numa conclusão existencial, segundo a qual eu não era uma pessoa criativa, e que fazia o que faço por gosto. Mas acabei por mandar essa teoria à merda junto com a outra parte da minha mente, que sempre sugere coisas novas, ora boas, ora ruins. Eu nunca tive dúvida da minha paixão pelo que faço e com certeza não tenho hoje. Mas foi bom pensar nisso, serve para pôr as coisas em perspectiva. Às vezes a gente se força a fazer coisas que saem muito melhores se forem naturais. Acho que quase tudo é assim. Não sei se isso varia de pessoa pra pessoa, mas até onde eu sei, naturalmente é sempre melhor que forçado, sob pressão. Ainda mais pressão de si mesmo.
Hoje também me peguei preocupado com o vestibular. Acho que as notas da Unicamp foram um susto. Eu tento me consolar, mas ainda não me satisfaço com a nota. A boa notícia é que toda vez que eu vou à cozinha, pra qualquer coisa que seja, acabo parando e lendo alguma coisa na Folha. Nem que seja aquele imbecil do José Simão, escrevendo alguma crônica ridícula. Ele deve achar que é engraçado e revolucionário, mas é um idiota. Mas talvez você pense isso de mim, vai saber. Pelo menos nos meus textos não tem "Buemba! Buemba!" ou "Rárárá". De qualquer forma, a segunda fase começa a fazer sombra e eu nem abri os tais caderninhos do Etapa que eles dão na primeira fase, para nós, sortudos, que conseguirmos passar.
Nesse mundo de criações bizarras, dentres as quais as minhas só se destacam para mim, como disse Dinho Ouro Preto "tem uma época que a gente acha que tudo que a gente fez é brilhante, só porque foi a gente que fez", fora a música, não fiz muita coisa. E como esse dia foi curto e bobo, esse post também é, sendo mais uma criação pouco gloriosa. Eu me preocupo quando dizem que isso aqui é muito focado em mim, que eu sou o personagem principal, mas eu gosto de pensar que quem lê não vê isso, vê a escrita, a mente, como eu vejo em outros blogs igualmente egocêntricos. E olha que eu nem estou mais de descrever meu dia. Afinal, minha tarde foi ridícula.
Essa Evan Rachel Wood só faz papel de doida. Seja uma filha apaixonada pelo pai no C.S.I. ou uma adolescente brilhante e pervertida que estraga a vida de todo mundo pra se vingar da amiga no Garotas Malvadas. Acho que ela tem cara de linda doidinha.

5 comentários:

Arthur Miranda disse...

eeee não termina com a nota do tom

eu gosto dele

acho ele engraçado

magnolia

Anônimo disse...

eu gosto do josé simão ahuiahuihuiahuiahuiahuia =P

Arthur Miranda disse...

ah e q tal esse
http://www.beesoft.net/images/osx_chart_overview1-9.gif

claro, tira toda a baboseira escrita em volta

só o gráfico fica perfeito

suits as a glove

:S

< br
< input type = text

será q ele deixa?

<input type="text" value="oi" name="InconstanceOfMagistry"/>

ele não deixou

=P

Arthur Miranda disse...

e you barely know what i talk about

ever and always!!!!

Unknown disse...

o personagem principal é aquele que dá emoção ao conto, é aquele que faz a gente encontrar todo dia algum minutinho pra ir checar como anda a sua vida. mas ele morre qndo a gente fecha o livro, a vida dele só vai continuar de novo qndo a gente ler mais uma vez.
estou triste, estou triste por que estou vendo um filme se repetir, uma fita voltar ao começo. não com ela, as pessoas podiam me ouvir de vez em quando, elas poderiam olhar e pensar que eu estou certa. mas é mais fácil to walk away than look in the eye =P
aparece ae pra eu ficar reclamando da vida pra vc e pra gente escolher uma cor de esmalte legal =P

fidido ><