quarta-feira, janeiro 03, 2007

it must have been a cloud, no bigger than a man's hand

Terceiro dia do ano. Acho que só porque eu falei que não ia fazê-lo, estou fazendo. Agora que eu sei qual dia é o ducentésimo vigésimo sétimo fica bem mais tangível. Hoje, estou novamente postando "amanhã", porque minha internet está ridícula. Na verdade, ela sempre fica ridícula quando desligam o modem por causa de raio, e depois ligam de novo. Acho bacana quando você está mexendo no computador, falando com as pessoas, escrevendo coisas e tudo mais, e simplesmente some sua internet. Bacana.
Hoje o dia foi estranho. Não vi as horas passarem. À noite, na casa da minha vó, ela fez referência a uma chuva, que eu não vi. Quando eu perguntei sobre que horas foi essa chuva, ela disse "umas 16h". Eu nem sei o que eu estava fazendo nesse horário. Mas acho que lembro das coisas que eu fiz ao longo do dia.
Hoje era pra eu ter posto minhas mãos num controle do Wii. Mas a cama pareceu muito melhor quando eu estava nela e minha mãe me chamando pra ir ao shopping. Aí fiquei. Dormi até às 14h30 e não tinha nada pra comer. Fui pra casa da minha vó montar um armário que acabei nem montando e voltei pra casa comer. Falando nisso já já vou comer mais daqueles sanduichinhos gostosos.
Aqui em casa ouvi dois discos que não eram ouvidos faz tempo. Atrapalhei a aula da minha mãe com o barulho, mas ouvi.
Depois minha mãe saiu e eu tive a oportunidade (novamente) de fazer um barulhinho. Meu quarto está bagunçado e a idéia de um monte de cabo pelo chão me deu arrepios. Peguei o amp, pedaleira e tudo mais e levei pra sala da minha mãe. Pra driblar a falta de guitar pro para o playback lá, editei um arquivo, tirei a guitarra, fiz um midi e mandei por e-mail. Peguei lá e toquei lá com ele. Deu certo, só que no fim a música ficava lenta, porque a parte que fazia ela voltar para o tempo rápido estava na faixa que eu tirei. Maldito prog que fica trocando de tempo. Fiquei me sentindo todo monocromático, tocando de camisa preta com a guitarra branca por cima. Mas deu tempo foi de tocar uma vez, e quando eu voltei pra editar o tempo, minha mãe chegou. Eu tinha até ligado pra ela pra saber quanto ela ia demorar, mas ela fez o favor de largar o celular aqui.
No final da tarde eu comecei a pensar em como eu perco meu tempo, mais uma vez. Isso sempre passa pela minha cabeça, principalmente em dias que eu não vejo as horas passarem. Aí pensei num programa pra organizar minha vida. Comecei a fazer um design pra ele no Fireworks, mas comecei a achar que um negócio desse não me ajudaria. Salvei o que tinha feito, até pensar que o programa me ajudaria de novo. Inconstância.
Falando em Fireworks eu fiz mais umas brincadeiras hoje. Logo logo estarão no fotolog.
Falando em criações, ontem na cama eu deitei a filosofar sobre isso. A impressão que eu tenho é que a incompetência artística é uma das piores sensações que existem. Parece que eu me esforço sempre cada vez mais, e me comparo, sempre, cada vez mais e tento chegar a um nível superior em termos de qualidade ou inspiração nas coisas que eu crio, mas quando eu mais eu tento, mais eu encontro pessoas que parecer fazê-lo como se escovassem os dentes. Conheci uma menina através de um fotolog que escreve muito bem. E parece pra ela natural. O blog dela consegue ser gostoso de ler, consegue não ser um diário, consegue não ter um propósito e ser só uma coletânea de textos muito bem escritos; uns divertidos, outros sérios, mas todos muito bem escritos. E penso que não há esforço algum da parte dela em escrever tudo aquilo. Ela é mais um exemplo das pessoas que escrevem lêem muito e escrevem muito bem, como minha mãe. Mas não sei se uma coisa depende da outra; meu pai não lê nada e escreve muito bem também. Não sei se posso pegar isso geneticamente, só sei que me esforço e nem sempre tenho êxito. Mas a conclusão da noite (que adianta filosofar sem concluir?) foi que eu iria primeiro estudar, depois compor. Isso foi uma conclusão em termos musicais, mas acho que serve pra tudo. Talvez eu não precise ler pra caramba pra escrever muito bem, mas um pouco pelo menos, eu preciso. Ou pelo ler mais conscientemente. Apesar do tom existencial do meu passeio filosófico, a conclusão foi positiva e me deu esperança. Resumi, como sempre, a conclusão numa frase: "Antes de compor Metropolis, John Petrucci conseguia tocar Metropolis". Lembremo-nos disso.
Filosofias de bar a parte, meu programa, que inicialmente seria feito em java, ganhou tons de flash. Acho que em flash é mais fácil fazer, sem contar que é mais fácil fazê-lo bonito. Tendo decidido isso, fui, meio contra meus princípios, à internet à procura de um serial para ativar meu flash, já expirado de seus 30 dias de avaliação. Consegui um, escapando por pouco do vírus que o site completamente malicioso tentava instalar no computador, e ativei o coitado. Depois, fui acometido, como sempre, por uma culpa ridícula, de roubar o programa.
Como forma de limpar minha mente, fui ter com a minha mãe sobre o assunto. Encontrei-a na cozinha, comendo um sanduíche daquele gostosinho. "Giselle", eu disse, "eu quero usar o flash. Mas acabaram-se os 30 dias que eu tinha para usá-lo. Aí eu consegui um serial lá na internet e ativei, mas eu me sinto mal". Ela começou a dizer sobre como eu não estava roubando ninguém necessitado, que era um bando de magnatas, que não tinha mal nenhum, que ela não tinha pena. Disse por fim "usa". Era bem o que eu precisava, alguém para me dizer que estava tudo certo e que eu não deveria me sentir culpado. Ainda assim, continuo me sentindo, como se estivesse sido caçado pela Macromedia. Gente maluca.
Por fim, amanhã vou comprar cordas com a Carol e jogar videogame! Eu ia na casa do Brunno jogar videogame de qualquer jeito, mas eu combinei com a Carol antes.
Já é oficialmente amanhã e nada da página do Blogger abrir. Vou salvar essa linda telinha de bloco de notas e postar quando abrir.
Ah, e se alguém souber de algo corrisivo pra limpar braço de guitarra, me avisem. Antimatéria não conta.

2 comentários:

Unknown disse...

se algum dia tiver ricota na sua geladeira, não come... ou se comer, come só um pouquinho... não precisar ir até ela desesperadamente.
Já que vc não me perguntou do filme, vou dizer que ele foi legal etc e que me fez chegar de casa com um bode enorme, mas falei com vc e passou, sempre passa =P
seu mundo é vc
isso é mto engraçado, sei lá, vc é o protagonista, não o melhor amigo

beijinhos!

vacant disse...

sim, de fato
eu sou a primeira pessoa