sábado, março 10, 2007

if i started from the top and worked my way down there'd be no reason to live forever

Você vai até a loja, encontra aquele item que você quer, tira seus 5, 10 reais da carteira e dá para o dono da loja. O atendente da loja põe aquele dinheiro no caixa, lhe dá o que você quis e finalizada a compra. O dinheiro todo vai para o dono da loja e ele usa aquela nota para pagar o atendente. A mesma nota que ele mesmo enfiou no caixa, que você deu a ele, que você tirou da carteira, que sua mãe lhe deu, ela que trabalhou o mês todo e ganhou dinheiro para lhe dar um pouco e tudo mais. O atendente usa a mesma nota no restaurante com os amigos. Compra um lanche, uma coca, e dá o dinheiro todo junto com o dos amigos e o garçom vem pegá-lo. O garçom ganha aquela mesma notinha como serviço e enfia no bolso com cuidado. Pega o ônibus à noite, voltando para casa, paga com aquela nota. Outra pessa a recebe como troco por uma nota maior. A mesma nota. A mesma nota compra ao garçom o que ele desejar, pode se tornar uma infinidade de coisas. Pode ser posta em um banco, uma enorme conta de um milionário presidente. Mas ele saca outros 5, 10 reais, outra nota, de mesmo valor, e compra a ele o que ele quiser. O dinheiro é uma coisa maravilhosa. Uma nota, uma mesma nota, ajuda tanta gente a comprar tanta coisa, alivia o sufoco de tanta gente. E você paga o suor do outro com o seu, e juntos se aliviam. Você toma no sua coca e ele ganha 3,50. A mesma nota. A mesma nota um dia você pega de volta, e nem sabe que é a mesma nota, que já lhe ajudou antes. E entre você e você ajudou milhares de outras pessoas. Aqueles 5, 10 reais foram 5000, 10000 espalhados por aí. Dê 5 reais a alguém.

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