Você joga uma pedrinha na parede, e conforme ela cai, você consegue calcular rapidamente onde deve pôr sua mão para que você consiga pegá-la. Isso com 10 por cento da sua capacidade total. Com 100 por cento você conseguiria calcular o lugar exato que ela vai cair na sua mão, o lugar exato em que ela vai bater na parede, a face exata que vai tocar a parede, a velocidade, o tempo que demoraria para ela voltar. Mas talvez você nem jogasse ela na parede, saberia que isso não tem sentido. O mundo seria totalmente diferente. A tecnologia estaria muito mais avançada ou estaríamos em um estado de espiritualidade maior? Viveríamos um senso de sabedoria e busca de iluminação, com muito mais sucesso ou seríamos mestres na arte de ganhar dinheiro e criar coisas que inventamos? Acharíamos religião ridículo ou teríamos uma coisa só? Todas as coisas que existem que nós gostamos não existiriam. Não existiriam as mesmas séries de TV, as mesmas bandas, os mesmos filmes e pinturas.
Não existiriam os mais inteligentes. Seríamos todos de mesma capacidade, todos com o mesmo potencial. Ninguém seria mais genial que outro, afinal, ninguém poderia exceder 100 por cento. Não saberíamos mais que ninguém. Os diferentes seriam os menos inteligentes, os que usam 99 ou 98 por cento da sua capacidade total.
Você e seu ego conseguiriam vivem assim?
Mas isso é só hoje, eu ainda tenho que me preocupar com ontem.
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