segunda-feira, março 12, 2007
she wasn't given any choice, desperation stole her voice
O Teatro Mágico. Mágico de fato. E segundo essa jogadinha de palavras podia se chamar O Teatro Fantástico, Foda, Maravilhoso. O jogo de palavras, de luzes, de cores, de espécies de performances, tudo se unindo, se misturando de uma forma absolutamente mágica. A música, a dança, a prosa e a poesia. Era como ter Machado de Assis no palco. Conversava com o público da mesma forma que cantava, e conversava em forma de poema. Inclusive, como Machado, parava e admitia quando algo ia errado, e não continuava até que estivesse certo. Discursos de cunho político a canções de amor. Letras "bregas" e trocadilhos sagazes. É uma perfomance única e talvez só eu tenha me sentido tão maravilhado com todos os seus efeitos, uns planejados e outros não, uns acidentais e outros perfeitamente ensaiados. Partes propositadamente progressivas, outras, nem tanto. Uma mistura perfeita, simplesmente. Um espetáculo como não se via há muito tempo. Absolutamente fantástico. E acho que me fiz claro.
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