Em Sumaré, como o Marcel sempre diz, não há muito o que fazer. Quase nada, na realidade. Mas a gente acabou tomando a rota normal da diversão: o cemitério. Fomos até lá, como sempre, sem motivo algum, mas dessa vez fomos mais longe. Descemos até o fim do cemitério, dizendo a cada 50 metros "vamos voltar?". Como ninguém ouvia a sugestão continuamos indo. Quando o caminho chegou ao fim, viramos à esquerda, como da última vez. Fomos reto até a casinha assustadora e viramos, de novo. Demos de cara com um muro inesperado, mas não era pário para nossa curiosidade. Pulamos o muro e seguimos em frente. Encurtando a história, fomos até a estação de tratamento de esgoto, até uma chácara com uma suposta seita estranha, um estábulo no meio do nada, que tinha mais aranhas que cavalos e voltamos por um caminho burro e comprido. Ah, e vimos um sapo.
Da próxima vez faremos o percurso de dia, ou tomaremos outros caminhos, para desbravar ainda mais da mata sumarense.
Voltamos, comemos esfihas estranhas e muito boas, jogamos, vimos filme, o de sempre. Por fim, no dia seguinte, almoçamos e viemos embora. Passei o resto do dia na Carol e vim para casa só agora.
O conforto de casa, das nossas coisas, das nossas paredes, mesmo que novas, mesmo que estranhas, não há igual.
Algum gênio menosprezado pela História disse: "não há lugar como nosso lugar".
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