Peguei-me olhando uma vinheta na TV. Mais uma, dentre muitas. As linhas coloridas davam voltas, formavam desenhos e por fim formavam um logotipo. O que me bateu na mente foi se as linhas sabiam que virariam um logotipo. As minhas linhas, sabem se vão se tornar um triângulo ou um retângulo? Meu grafite sabe que vai se tornar linhas no meu caderno? O carbono sabe que vai se tornar grafite? Aquelas pequenas moléculas sabem que fim vão levar?
Acho que não, acho que nada sabem. E se soubessem? Que poderia mudar? Não cairiam os rios no mar? Não nadariam os peixes contra a corrente? Não amaria eu você? Que livre arbítrio é esse, em que fazemos sempre as mesmas coisas, podendo fazer o contrário?
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