Esses dias em que a gente faz tudo que deve são bons.
O dia começou normal, o pessoal ainda aqui, acordando tarde. Esqueci totalmente da aula de música. Esse horário novo ainda não se ajeitou na minha cabeça. Faz muito tempo que eu guardei "terça, 16h". Agora é difícil mudar. Quando é algum dia em que eu já estou acordado, na escola, aí consigo lembrar. Normalmente, com amigos em casa ainda, eu quero mais é dormir a manhã toda. A Carol também não foi nem avisou. Imagino que o Douglas deva estar bem feliz com seu casal de alunos favorito.
Logo, todos foram embora e eu fiquei aqui. Trouxeram-me almoço e depois de comer eu fiquei me preparando para fazer as pazes. Peguei aquele plano que há tanto tempo eu planejava e nunca tinha tido que usar e usei. Fui até o centro, comprei flores e fiz as pazes com quem mais importa.
Em um ônibus, eu estava pensando em uma conversa que tive com meu tio, ontem, sobre carros. Minha mãe quer trocar de carro e nós avaliávamos opções, conversávamos preços e modelos. Foi uma conversa atípica, até porque, conversar com o meu tio é atípico. As raras vezes que eu o vejo são só menos raras que as vezes eu que eu mantenho um diálogo com ele. Pensava no Palio novo, que eu acabei gostando, vendo tantas vezes por acidente. Nesse momento passou mais um Palio, o sexto que eu já vi. Achei curioso. É aquela história de que o mundo parece só existir por nossa causa. Você pensa uma coisa e ela acontece, em uma coincidência sem igual. A matemática diria que é impossível, de tão improvável, mas a gente vê acontecer na nossa frente. Se nunca escrevi sobre isso, escreverei. Mas acho que já escrevi. Até postei.
Passei o resto do dia na Carol, só aproveitando o nosso bem-estar. É fantástico como pequenos gestos ficam grandes à vista do sorriso, e como grandes gestos ficam pequenos à vista do amor.
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