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Agora estou me sentindo um pouco mal de ter falado tão mal do meu emprego. Voltei, mesmo que só por dia, às minhas atividades de nada fazer. Deixei a Wikipédia um pouco de lado, como se não houvesse mais nada lá. Não é verdade, é só que por lá eu não tenho muito por onde começar. Fato é que uma vez começado o processo, não paro mais. Mas é difícil começar.
Geralmente eu entro lá para pesquisar sobre um assunto que eu já tinha curiosidade, e vou de link em link. Quando não, abro a página inicial e vou de link em link, procurando algo de interesse. Agora, com as recém-descobertas feeds RSS são ótimas fontes de onde começar. Notícias e posts, links e outros gadgets são só caminhos de entrada, e então, de link em link eu passei, sem brincadeira, quase 3 horas na internet.
Hoje foi um dia quase absurdo, não fiz absolutamente nada. Diferentemente dos outros dias em que nada é atualizar um computador, hoje foi nada, nada mesmo. Como em outras ocasiões, só dirigiram a palavra a mim quando o relógio já tinha dado minhas 5 horas. Não só hoje não mexi naquele programa estúpido, como ele nem sequer estava instalado. Amanhã eu sei que ele vai estar lá e tudo volta ao normal, mas já estou mais animado.
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A chuva modorrenta fez tudo hoje muito mais úmido. O frio leve subia andares dos prédios, através das paredes e entrava pelas calças. As janelas revelavam ruas de guardaO cheiro de café e bolachas somava-se a um ócio de escritório, um sentimento de que devia estar fazendo algo que não faço transformou uma quarta-feira em um domingo instantâneamente. O céu cinzento me fez agradecer que era de fato uma quarta, onde conseguiria me ocupar e não pensar nas núvens argentinas. Já deu graças a deus que não era domingo? Que se fosse um domingo assim, seria ainda mais modorrento e cinza?
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