Posterioridade. Essa é a palavra que melhor define o intuito desse registro diário. Freqüentemente me imagino lendo isso daqui a dois anos, dizendo "nossa, eu lembro dessa semana, foi horrível" ou "essa foi muito boa".
Há cerca de oito meses eu me peguei pensando onde eu estaria dali a seis. Se estaria feliz, triste, satisfeito, apaixonado, magoado. A vida seguiu seu curso, como sempre seguiu, constituída de momentos seguidos, como quem é totalmente ignorante à minha divisão diária. Encontrei-me apaixonado, feliz, esperançoso e trabalhando por algo bom, tendo passados seis meses. E provavelmente há oito meses - nem há dois - eu não seria capaz de pensar que não estaria ainda tão bem, apesar de mais apaixonado.
Fato é que a esperança não nasce com o sol, não dorme, não conhece dia e noite. Ela nasce a cada novo instante, a cada novo momento, e essa divisão é atemporal.
De fato, não há nada que eu gostaria mais do que apagar tudo isso mais tarde, e escrever coisas boas em seu lugar. Caso não, deixo esse pensamento para a posterioridade.
"Parece um pensamento...!".
E realmente é.
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