sexta-feira, janeiro 12, 2007

a second shot, a brief awakening

Décimo-segundo. Já foi longe demais, eu nem lembro mais que dia eu fiquei de parar com isso.
Mentira, era o ducentésimo vigésimo sétimo. Mas esqueci qual era. O Tru me lembra depois.

Conheci uma pessoa ontem. Na verdade conheci faz tempo, mas só conversei com ela ontem. E ela era tudo, se não mais do que eu esperava. Tem um tipo de pessoas que são muito legais ou que têm algo sobre elas que faz com que você queira ficar com elas, seja atração física ou a personalidade da pessoa, e às vezes essas pessoas sabem da sua posição e são de fato esnobes. Do tipo que faz questão de mostrar que não faz diferença se você está lá ou não, como quem diz "eu sou muito cool para me preocupar com você". E às vezes, a gente sabe disso, mas continua lá, geralmente quando a atração física é muito grande. É, mulheres são cânceres e homens, imbecis. Elipse.
De qualquer forma, essa menina não é assim, com certeza, não. Pelo contrário, ela parece estar completamente alheia ao fato de ser muito legal e interessante, e possui aquela série de qualidades que a gente não espera de pessoas dignas de esnobada, como inteligência e modéstia. Fato é que ninguém é digno de esnobada, e o conceito de esnobar é uma estupidez.
Fato é que hoje foi mais um daqueles dias mornos, recheados de coca-cola e Fox, que não é menos do que eu preciso para me divertir, e ainda toquei bastante. Como estou acordando mais cedo, o dia dura mais e eu faço mais coisas. Mesmo que seja para morrer de tédio, eu tenho mais tempo, e não fica aquela sensação de que o dia passou e eu nem vi, bem melhor.
Esse aumento de horas úteis também me dá mais tempo para pensar sobre certas coisas (como se eu já não fizesse isso o suficiente). Eu estava pensando sobre as estréias do cinema, e filmes como Menores Desacompanhados. Eu penso no cara que tem um diploma de cinema, que está tentando construir uma carreira, e faz filmes desse tipo. Eu imagino que ser um diretor de cinema e fazer um filme desses, blockbusters horríveis, com a mesma moral e sentimentalismo barato de milhares de filmes antes dele, está para o cinema assim como ser um músico está para o pop, ou algo assim. Eu sinto que, como músico, eu devo à música fazer o melhor que eu posso, a melhor música que eu poderia conseguir, e se eu fosse cineasta, não conseguiria fazer um filme desses, raso, assim como não conseguiria compor um popzinho. Faria filmes cult e surreais como faço coisas progressivas (ou tento). Inventaria o cinema progressivo. Hmm. Mas o cinema é só pra quando o Ramos seqüestrar o Zica e a gente comprar aquela câmera, aí eu penso na minha carreira de cineasta.
Eu ainda tenho um litro de coca, muito adult swim e muitas horas para conversar com pessoas bacanas.
Pra variar não estudei nada, mas amanhã eu estudo. Cheguei no cúmulo: estudar para o vestibular na véspera.

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