Décimo-primeiro dia, de fato.
A verdade é que estavam certos. Todos os que diziam que isso aqui gira em torno da minha pessoa, seja lá isso uma pessoa ou mais, estavam certos. É verdade. Cá estou eu no meu blog denominado "segunda pessoa", que de segundas pessoas nada diz, mas apenas das minhas próprias experiências, do meu próprio ver, seja em formato de um diário pouco interessante, ou de introspecções no meu modo de pensar. Seja devido a esse momento da minha vida, onde a razão luta contra a espontaneidade, e a loucura é o resultado, seja simplesmente a natureza que me faz dessa forma, seja o que for, mas está certo. Talvez seja essa luta, as conclusões que eu tirei esse ano, o senso de perdão, de crescimento, o ócio, a capacidade exclusiva do Homo sapiens, que muitos não dão valor, mas é, eu penso. E talvez por todos esses fatores eu pense tanto em mim, na minha forma de pensar, no próprio ato de pensar. E só o fato de eu estar aqui, nesse momento, escrevendo tudo isso para ninguém, ou poucos lerem, como uma forma de registrar um pouco mais do que eu penso, é mais um ponto no qual a razão venceu; é algo que eu planejei fazer, há horas atrás, e me animei com a idéia. Não passo meu tempo escrevendo sobre a obra de Machado de Assis ou John Petrucci, ou algum outro ídolo qualquer, embora os ídolos sejam meus. O egocentrismo ultrapassa esse ponto. Não falo (somente) das coisas que eu gosto, mas falo das coisas que eu sou, das que eu penso e das que eu faço. Da minha própria criação, das minhas dúvidas e meus passatempos, do meu jeito de ser. E tudo isso é, se alguma coisa, tão insignificante quanto as coisas sobre as quais eu deixo de falar. Talvez, se eu falasse sobre as coisas que eu gosto, e as obras alheias, menos do meu jeito de pensar o tempo todo, poderia atrair pessoas que gostam do que eu gosto, me trazendo amigos, que são as melhores formas de não enloquecer. Por outro lado, falando somente da minha mente, atraio pessoas que pensam como eu, o que é receita para enloquecer. Todas essas teorias e outras muitas eu formulo o tempo todo, e quem lê isso pode pensar que eu já fiquei louco. Ou pode ser que ninguém leia isso e isso seja apenas mais uma prova de egocentrismo, onde eu acho que as pessoas realmente lêem e se importam com isso aqui. Não confundo egocentrismo com egoísmo; não penso só em mim e levo em consideração as outras pessoas, provavelmente mais do que eu mesmo. Passo mais tempo pensando nas outras pessoas e no jeito que o mundo funciona do que em mim mesmo. Mas quanto ao egocentrismo do blog, estavam certos.
Nada do que eu falo aqui é promessa, mas dívida. Não prometo que eu vou parar de falar disso, mas devo isso a mim mesmo.
"It's outrageous, I can't stop thinking about the things I'm thinking of, and I'm tired"
Fora todas as filosofias de bar, ainda não mudei o suficiente para parar de falar de mim, portanto estou bem e cheio, comi meia pizza! Deixa eu ir beber mais coca e tocar um prog bacaninha!
Au revoir, mes amis!
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Um comentário:
pára de chamar de filosofia de bar
<arthur type="hidden">
ok mi ami
adieu
gostei do post intimista de hoje
a cla cla li li era boa nisso sabia
e quando meu Deus, quando, imagens?
adieu, mon ami!
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