O ano faz 40 dias. Quatro unidades de tempo de duração de 10 dias cada, cujo nome, se existe, eu não sei. são também 5 semanas e 5 dias, o que não deixa de ser interessante. Interessante mesmo é pensar que tudo existe. Não é interessante? Nossa, eu acho tão interessante... acho que sou só eu.
As luzes da cidade hoje não deixaram por menos. Menos por uma capacidade de olhar as luzes amarelas entre as árvores verdes e enxergar aquela belezinha, e mais por uma ação da prefeitura ou de algum órgão de colocar luzes que mudassem de cor. Seja como for, ali naquele lugar que tem aquela pizzaria, embaixo daquele negócio que eu não sei se chama pontilhão ou sei lá o que, tem umas luzes muito bonitas. Elas mudam de cor, amarelo, verde, azul, amarelo, azul, verde... coisas assim. Meu pai disse que parecia coisa da Europa. Meu pai nunca esteve na Europa, mas eu já. Nunca vi nada daquele tipo na Europa, mas acho que parecia mesmo. Era um negócio que apesar de aparentemente inútil, tirava aquela aparência cinza e morta da paisagem urbana. É, não servia para nada, era um mero enfeite, mas era bonito. Gostei das luzes azuis. Enquanto a nossa cidade ainda não tem uma lei absurda de remoção total de publicidade das ruas, simplesmente porque alguém em alguma câmara acha isso feio, coitadinho, a gente tem luzes azuis. Verdes. Amarelas.
Minha mãe vai para a Europa em 6 dias, de novo. Sempre que eu penso que eu estive lá três vezes me surpreendo. Parece um lugar tão longe, tão chique e legal, que três vezes parece mais que aquelas férias especiais, como foi a Disney. Minha mãe então, já deve ter estado lá umas 10 vezes, se não, perto disso. Vai de novo, passar uma semana. Ela vai todo ano agora, e esse exorbitante 10 vai continuar aumentando, nunca, nunca vai diminuir. Engraçado que quando ela volta, não conta -1 para idas à Europa. Engraçado mesmo é como a gente usa "engraçado" para coisas que não são engraçadas, mas curiosas. Não é engraçado? Acho que sou só eu.
Vai me trazer alguma espécie de presentinho, um joguinho ou algo assim, que de presentinho nada tem, já que eu sei que vou ter que pagar.
Quando eu fui à França, eu vivia achando que os franceses era um povo chato, metido a muito chique. Mas foi só eu pisar no país e ver aquele bando de doido falando alto consigo mesmo, tocando música nos mais variados instrumentos nos sujos metrôs, me senti meio em casa. Era tudo o que São Paulo deveria ser, só que sem a parte bonita e cultural. Na verdade, cada um com seu charme, mas, como eu disse na época, nada como ir à França para se deixar de odiar os franceses. O país, por mais que tenha suas paisagens que relembrem àquela coisa urbana que a gente tem no Brasil, é um lugar muito bonito, e aquele idioma, elo perdido entre o inglês e o portuuês, aliados com a cultura e as paisagens, criaram uma visão muito boa da França e de seus habitantes, visão que vive até hoje. Um dia quero voltar para lá, tirar umas fotos e trazê-las de volta, não deixá-las nas mãos de um italiano gordinho muito esperto com táticas de roubo de turistas. No todo, a França é bacana. Mas minha mãe não vai para lá, não sei porque estou falando disso. A Alemanha é bacana também, não tem nada disso que eu falei, de cidade suja e desigual como São Paulo, e o idioma é um pouco doido demais para se entender. Mas eu sempre vou saber pedir uma Wasser ohne gas, mesmo que os alemães não entendam.
Fora viagens internacionais, a vida vai bem, bastante. Agora que eu já vinguei o pau que eu tomei no Hexic da Carol, no uno e no Super Trunfo, posso jogar Zelda, ou dormir, só deus sabe.
Deus. Haja discussão.
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