Primeiro as primeiras coisas. Minha memória ruim me impede de escrever um texto sobre aquilo que eu tinha pensado no ônibus de volta para casa, mas se até o fim eu lembrar, eu escrevo. Primeiro as primeiras coisas. Não fica tão bom em português, droga.
Prova na IBM. Inglês estava muito fácil, lógica I fácil mas não deu tempo de terminar todos, lógica II fácil e deu tempo, e lógica III era só matemática, não deu tempo de nada e era bem difícil. Ainda assim fiquei confiante. Acho que 3/4 está bom. Dez dias até eu aguardar ser chamado para a dinâmica de grupo, ou não. Se aprovado, finalmente uma entrevista e finalmente um emprego maravilhoso. Ou não. Varíos degraus até chegar lá, mas pode ser que dê certo.
Trote no colégio. Cheguei tão tarde que nem participei, o que não é ruim. Revi o Pedro não via há tempos e almoçamos com ele. Foi uma tarde boa, afinal, bastante. Comemos no Habib's, às custas do Morto, mas eu vou recompensá-lo.
Fomos até o Antimatéria para o Gard fazer sua matrícula na aula de bateria, e eles foram para a casa dele direto depois. Eu, como não tinha dinheiro nem passe fui pegar o ônibus para minha casa. Exatamente, sem dinheiro nem passe. Foi só quando o ônibus chegou que eu percebi, e voltei andando. Muito muito tempo depois e bem cansado cheguei em casa e dormi umas três horas merecidas. Depois acabei indo para a cara do Brunno com eles, e passamos mais uma noite divertida em claro. Fico feliz de não ter perdido nenhuma delas. Hoje foi menos poker e mais conversas políticas acaloradas. Enquanto o Rafael e o Fernando jogavam Winning Eleven freneticamente, e o Brunno assistia, eu, o Gard e o Morto conversávamos sobre a política atual, a situação de corrupção e desigualdade social, o sistema penal e por aí vai. Ao chegar a um pseudo-consenso a conversa continuou, em um tom mais amistoso, sobre outros assuntos menos polêmicos, de idiomas ao ato de se barbear. Uns mais interessante para mim que outros.
Fui dormir ao som de mais Winning Eleven depois de perder no buraco, e acordamos hoje para jogar mais Zelda e minha mãe me ligou, mandando eu voltar logo para casa: ela queria se despedir e me instruir. Depois de uma briguinha pelo telefone, típica, meu celular escapou da minha mão, vôou pelo ar e direto dentro da privada. Dei uma risada, mas aparentemente ele sobreviveu, muito melhor que da outra vez. O que não mata engorda, eu acho. Eu não queria pagar mais 3/5 do preço dele só para consertá-lo, afinal, ele já é ruim demais.
Vim para casa e encontrei minha mãe no meio da rua, já indo embora. Despedimo-nos às pressas e ela foi pegar seu ônibus para pegar seu avião. Até sábado -não sei se é esse ou o outro; esse parece muito próximo, só 3 dias de viagem é outro, mas se for o outro, eu vou ter que ir para a escola sozinho- estou sozinho aqui. Sozinho mais ou menos: minha vó vai estar aqui sempre, seja para coisas boas como deixar dinheiro e limpar alguma sujeira dos cachorros, ou para coisas ruins, como mandar eu ir fazer alguma coisa.
Agora esse post invasor de dias seguintes acaba, enquanto eu vou me arrumar e esperar que meus amigos venham me fazer companhia já nesse primeiro dia.
Não sei nem o que escrever no post de hoje (amanhã).
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Um comentário:
um dia eu vou saber pq me machuca tanto, precisava falar com vc... mas não vou incomodar...
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