sábado, fevereiro 17, 2007

try to queue

Existem dois tipos de pessoas velhas: as que se arriscam, vivem os últimos anos da vida com força total, viajam o mundo, conhecem lugares e vivem o máximo que podem, sempre aprendendo coisas novas; e as que se cuidam, se fecham, que em vez de florescer com a idade murcham, e se arriscam cada vez menos, se contentando com pequenos deveres, sem viver a vida ao máximo. O primeiro tipo às vezes o faz como forma de compensar a monotonia da vida até ali, e a idade serve como um despertador de que você desperdiçou a vida toda e não fez tudo aquilo que poderia ter feito e começam nos últimos anos a aproveitar a vida. Esse primeiro tipo também poderia derivar de pessoas que sempre viveram a vida dessa forma, aproveitaram tudo ao máximo e viveram vidas maravilhosamente excitantes, sempre conhecendo e aprendendo, e com a idade não foi diferente: continuam sua vida exótica e fantástica.
O segundo tipo pode ser fruto de uma vida extraordinária, mas que a idade trouxe a trouxe a noção de que o melhor já foi e conforme a vitalidade e energia se vão, mais se vão os riscos e diversões, com a idéia que é melhor se cuidar agora, já que viveu tanto e tão bem. Mas o segundo tipo também pode derivar de uma vida cuja mentalidade sempre foi dessa forma, cuidadosa, e com a idade esse cuidado só se reforça, com medo dos perigos da velhice. Mal sabe essa pessoa que os perigos estiveram sempre lá, que a velhice não traz nada de novo, e que se ela não tem força para enfrentar os perigos, nunca teve antes. Mais importante que as vidas que podemos viver quando velhos é a vida que podemos viver agora. Existem dois tipos de pessoas em qualquer idade, e são os mesmos. Vê aí quem é você.

Nenhum comentário: