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Você já se sentiu alienado? Pouco politizado e antenado? Nunca escrevo posts sobre grandes problemas da humanidade, apenas grandes problemas pessoais, pequenas, talvez extensas teorias, análises e filosofias sem propósito, tudo aquilo que provém do ócio. Mas hoje é dia internacional da água.
A água é algo difícil de se descrever, de falar algo sobre ela. Insípida, incolor e inodora como é, fica quase impossível achar alguma característica. Curioso como algo tão simples, elementar, é tão vital para a vida na Terra. Engraçado pensar que algo que constitui 2/3 do planeta vai fazer falta, e a gente vai ter problemas com água.
Se não houvesse mais água, não teríamos mais chuva, então não teríamos mais o cheiro de chuva. Não tomaríamos mais banho de chuva, nem enchentes. Não teríamos mais nuvens, nada para olhar no céu. Nada de formas metamórficas fantásticas, filosofias voadoras. Nada mais para refrescar os dias mais quentes dos sem mar e piscina.
Água faz a lágrima da sua emoção, seja tristeza ou alegria. Faz o suor do seu esforço, do seu sacrifício por uma recompensa hipotética, passageira e superficial. Água dá função aos seus rins e a outros canais do seu corpo, e outra função a partes especiais. Água afoga o cansaço e molha o sol na nossa pele. Lava o corpo e a mente em vapor no fim do dia. Água faz crescer as plantas, a partir de um quase nada minúsculo, pedacinho enterrado, vira árvore, derrubada para virar por sua vez papel, pra enxugar sua mão no banheiro.
Da água viemos e à água voltaremos. Vai girino, cria pernas.
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