
A Metrópole saúda a Metrópole.
Hoje foi um dos dias mais frios que eu consigo me lembrar. Para os padrões do país, foi algo absurdo. Ainda assim, aproveitei a chance e parei ali perto da prefeitura, subi um pouco e sentei em um banco gostoso no Largo do Rosário. Sentei lá por pouco mais de uma hora, desde o tique-taque de um relógio na sessão de hipnose em Regression até o último minuto e meio de silêncio na Finally Free.
Enquanto redescobria mais uma vez o disco mais fantástico que há, dava novo ar à minha musicalidade. O frio criava as chances para arrepios constantes, só realçados pelo sentimento da música. Observava uma cidade verde e dourada, de carros passando, de gente olhando e me achando estranho, de empresários apressados, e velhos caducos. Em meio à Beyond This Life, passou um velhinho fazendo uma cara estranha. A princípio fiquei preocupado, achando que ele estava engasgado ou sei lá. Viu-me olhando e veio até mim, começou a dizer coisas ininteligíveis e se foi dizendo "tchau, meu amor".
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